Fundadora & Chef · +258

Gabriella.
A cozinheira por trás do Plus258.

Criada em Moçambique. Influenciada pela cozinha portuguesa. A comida que sirvo é a comida com que cresci — cozinhada em fogo real, partilhada em mesas longas, sem atalhos. Esta é a história por trás do catering.

A minha história

Da carreira "a sério" para a cozinha

Cresci em Moçambique, numa casa que à noite cheirava quase sempre a carvão e piri-piri. A minha avó cozinhava, a minha mãe cozinhava, as minhas tias cozinhavam — e ao fim de semana a rua inteira fazia o mesmo, porque metade de celebrar qualquer coisa em Moçambique é dar de comer a toda a gente que apareceu.

Não era isso, no entanto, que era suposto eu fazer. Como muitas crianças moçambicanas, a conversa sobre o meu futuro saltava completamente a comida: engenheira, médica, advogada — eram essas as respostas aceitáveis. Então estudei. Tirei o curso. E algures entre o diploma e o primeiro emprego percebi que a paixão simplesmente não estava ali. Estava noutro sítio — na cozinha caseira com que cresci, na comida que fazia para as pessoas de quem gosto.

O Plus258 é o que aconteceu quando deixei de discutir com isso. O "+258" no nome é o indicativo de Moçambique — o meu lembrete, em cada caixa e em cada menu, de que cada prato é uma linha direta de volta à costa.

A cozinha que cozinho

Comida moçambicana, explicada

As pessoas perguntam-me muitas vezes o que é comida moçambicana, e a resposta honesta é que é a cozinha mais entusiasticamente emprestada que jamais comerão. Quinhentos anos de comércio português trouxeram azeite, alho, guisados de cozedura lenta e tradições de sobremesa. A influência indiana — através de Goa e das rotas do Oceano Índico — trouxe as samosas, misturas de especiarias, e o hábito de fritar pequenos embrulhos de sabor. As raízes africanas correm por baixo de tudo: grelhar em carvão, milho, coco, amendoim, peixe seco, óleo de palma.

E a ligar tudo está o piri-piri: a pequena malagueta que dá à comida moçambicano-portuguesa o seu calor característico. Marinamos frango nele, temperamos peixe com ele, regamos batatas com ele. Não está lá para ser agressivo — está lá para elevar tudo o resto: o alho, o limão, o fumo.

Quando faço catering num evento, é essa cozinha que estou a fazer. Não uma versão europeia suavizada. Não uma generalização pan-africana. A comida real com que cresci — frango piri-piri na grelha, peixe grelhado em carvão com alho e limão, feijoada com arroz, samosas e rissóis fritos no momento. Se nunca a provaram, essa é a melhor razão para nos reservarem.

Como cozinho

Três coisas em que não cedo

01

Fogo real

As grelhas a carvão dão à comida moçambicana o seu carácter. Não substituo isso por chapa, grelha a gás ou forno. Se o espaço não permite carvão, digo-o à partida.

02

Feito à mão

Cada samosa que sirvo é dobrada à mão. Cada rissol é modelado à mão. As versões prensadas industrialmente são óptimas — só não são o que eu faço.

03

Cozinhado para os vossos convidados, não para armazenamento

Cozinho para ser comido nesse dia. Nada fica no frigorífico para o próximo evento. Se não pudermos usar nesse dia, não fazemos.

"Vocês trazem a ocasião. Eu trago o banquete — o verdadeiro, aquele que faria para a minha própria família."

— Gabriella

Falem comigo diretamente

Contem-me sobre o vosso evento

Cada reserva passa pessoalmente por mim — sem call center, sem gestor de conta júnior. Enviem a data, número de convidados e que tipo de dia estão a planear, e eu volto com uma proposta de menu e um orçamento.